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sexta-feira, 15 de abril de 2011

A INTERNET QUE VOCÊ PRECISA CONHECER


Você fez um vídeo e quer repartir com amigos. Como você faz? 



Você resolve gravar uma música e quer que todos a escutem. Qual é o caminho?

Você gosta de escrever e quer que leiam seus textos. E aí?

Poderiam ser feitas mais perguntas neste estilo e as respostas teriam sempre algo em comum: a Internet. Cada vez mais ela tem sido o caminho para se formar comunidades e trocar informações. 

Hoje as pessoas conversam pelo MSN, trocam ideias via fórum, falam com seus ídolos através de chats, se relacionam pelo Orkut, se conhecem em bate papos, escrevem suas opiniões em blogs, colocam seus vídeos no Youtube, suas músicas no MySpace e indicam os sites e as notícias que mais chamam sua atenção. Está tudo interligado. O mundo digital e a realidade estão cada vez mais misturados.

Aí surge uma nova pergunta: Você está a par das principais ferramentas que a web pode te oferecer no momento? Se a resposta é não, não se desespere. O Portal Conexão Aluno fez um pequeno roteiro com alguns dos serviços que você pode utilizar na internet.

AGREGADORES DE FEEDS
São páginas que permitem que você acompanhe a atualização dos sites preferidos, sem precisar visitar o site em si.

BLOGS
Sites para publicação de textos e fotos, com mensagens organizadas geralmente por ordem cronológica, com as mais recentes no topo da página. Nele, você pode contar seu dia-a-dia, se lançar como escritor ou apenas escrever o que bem entender.

Alguns exemplos:

Coloque uma sala de bate-papo no seu blog
Crie enquetes e coloque em sites/blogs:

BOOKMARKINGS
Páginas que permitem que você marque sites como seus favoritos. 
Alguns exemplos:
Del.icio.us http://del.icio.us

COMPARTILHAMENTO DE ARQUIVOS
Sites onde você pode colocar seus arquivos (Fotos, vídeos, áudios, docs etc) para que outras pessoas possam baixar. 

COMPARTILHAMENTO DE VÍDEOS
Sites que permitem carregar, assistir e compartilhar vídeos. O mais famoso de todos é o Youtube, que virou febre mundial.

Alguns exemplos:

HOSPEDAGEM DE IMAGENS
Sites onde você pode colocar suas fotos e compartilhar com seus amigos.

Alguns exemplos:
Image Shack - http://imageshack.us/
Scrap blog - http://scrapblog.com/

PLATAFORMAS WIKIS
Sites que podem ser alterados por todos que têm acesso. Entre os mais famosos está a enciclopédia livre Wikipédia, que é escrita por leitores. Também são usadas como plataformas para grupos trocarem ideias e discutirem projetos. 


PODCAST
Forma de publicação de programas de áudio, vídeo e ou foto pela internet. O nome vem da junção de Ipod (tocador de mp3 da Apple) com a palavra Broadcast (transmissão).

Alguns exemplos:
Criação e hospedagem de Podcast: http://www.podomatic.com

RÁDIO ON LINE
Sites onde você pode colocar sua música ou outros arquivos de áudio para que as demais pessoas escutem. Alguns funcionam como comunidades, caso do MySpace.

Alguns exemplos:

REDE SOCIAIS
Uma grande febre no Brasil. Estes sites permitem que amigos e pessoas com interesses em comum troquem informações e formem comunidades próprias. O mais conhecido aqui é o Orkut.


SITES DE BUSCA
Sites especializados em buscar e listar páginas da internet. As buscas são feitas a partir de palavras-chave indicadas pelo usuário.


TWITTER
Twitter é mais do que uma rede social, é um serviço de Micro-blogging, ou seja, um site que permite aos usuários enviarem pequenos textos via SMS, mensageiro instantâneo, e-mail, site oficial ou programa especializado. As atualizações são exibidas no perfil do usuário e enviadas a quem tenha assinado para recebê-las. 
http://twitter.com/

www.conexaoaluno.rj.gov.br/especiais-21f.asp

domingo, 5 de setembro de 2010

SE A SUA VIDA ESTÁ MAIS VIRTUAL DO QUE REAL, VOCÊ PODE SER UM NETVICIADO
    No filme “Matrix”, Neo (Keanu Reeves), tem de decidir entre duas pílulas: a azul e a vermelha. Tomando a azul, Neo voltará a uma vida “ilusória”; se optar pela pílula vermelha, conhecerá a fundo o que se pode chamar de realidade. Todo mundo sabe que ele fica com a vermelhinha, mas não é bem o que está acontecendo do lado de fora da telona, onde cada vez mais pessoas ficam “abduzidas” pelo mundo “irreal” Elas são chamadas de netviciados. Segundo artigo da pesquisadora norte-americana Diane Wieland, publicado na revista "Perspectives in Psychiatric Care", cerca de 10% do total de internautas do planeta são viciados na coisa.


   Quer mais? Um recente estudo realizado nos Estados Unidos, por uma grande rede de lojas de eletrônicos, Retrevo, descobriu que 48% dos entrevistados atualizam o Facebook ou o Twitter assim que acordam ou antes de dormirem.


Meu reino por uma conexão


   O bicho está pegando aqui no Brasil também. “Unknown Blogueira”, twitteira de mão cheia, que não revela o seu nome e tem menos de 25 anos, diz que não tem amizades reais nem namorado. “Eu realmente detesto o real, pelo menos o meu. As pessoas que eu conheço são desinteressadas, só tem gente lerda que não sabe um fio do que as do virtual sabem. Se eu pudesse usaria o botão de excluir/bloquear aqui fora. Essa é uma parte negativa da internet. A gente acostuma a tratar as pessoas como um objeto que, quando você se cansa, simplesmente descarta”, diz.


   Alexandre Kavinsky, 38 anos, sócio da I-Cherry (Search Marketing) afirma que passa dez horas por dia conectado. “Mas considere que trabalho com isso, senão passaria só umas nove horas (risos). Casado e com filhos, Alexandre diz que a salvação contra o divórcio é a internet no celular. “Sempre dou um jeitinho de estar com a família, mas sem deixar de espiar a rede”, confessa.


   A psicóloga Silvia Pedrosa recomenda cautela no uso da ferramenta. “Vício é ato, um hábito, que na necessidade de repetição forma uma dependência físico-psicológica. E tudo o que é em excesso tende a causar sofrimento, pois gera um desequilíbrio. Fazer parte das redes de relacionamento é saudável na medida em que as pessoas saibam lidar com elas, percebendo que não podem substituir as relações e o lazer do dia a dia”. Para Silvia, se o computador está proporcionando mais prazer do que o convívio com as pessoas é preciso refletir se não vale a pena rever a vida. Para ajudar nessa reflexão, faça o teste aqui.


Fique de olho!


   Dorit Wallach Verea, psicóloga, mestre em psicologia clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em dependência química pelo Instituto Sedes Sapientiae, afirma que a busca pelo prazer nos move, e tendemos a repetir ações agradáveis. Às vezes é nesse prazer que encontramos uma forma de fugir das dificuldades. “O problema é quando o gostar muito se transforma em dependência, e o prazer se transforma em dor.”


Definimos compulsão pela internet quando a pessoa:


• Passa muito tempo no computador, inclusive perdendo muitas horas de sono.


• Negligencia suas responsabilidades e necessidades familiares, pessoais e profissionais de forma reiterada.


• Apresenta prejuízos consequentes do uso patológico da internet.


• Sente grande angústia ou ansiedade na ausência ou na impossibilidade de estar no computador.


• Nega, mente ou manipula as pessoas para não ser criticada e continuar mais tempo na internet.


Quatro dicas que podem ajudar a ter mais controle


1. Seja consciente. A falta de crítica e grande desconsideração quanto aos fatores de risco nos deixam indefesos quanto aos perigos que a internet oferece à saúde integral, ou seja, saúde física, emocional, familiar, social e profissional.


2. Não espere ter problemas de saúde para tomar atitudes. A visão imediatista e a falta de reforço positivo de curto prazo fazem com que a necessidade em manter comportamentos que favoreçam a saúde seja ignorada.


3. Fique alerta! O estilo de vida é adquirido dentro do ambiente familiar. Pais ou irmãos mais velhos fumantes, obesos, alcoólatras entre outros, influenciam diretamente na aquisição de comportamentos de risco. O mesmo para a internet.


4. Cuidado: a falta de supervisão dos pais e mensagens inconsistentes são grandes influenciadoras de comportamentos compulsivos.


Quem ajuda:


- O Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo, usa psicoterapia para tratar os viciados em internet. Tel. (11) 5579-1543


- O Núcleo de Pesquisas em Psicologia e Informática da PUC atende diariamente os pacientes por e-mail e tem um núcleo que visa estudar o comportamento dos netviciados. Contato: nppi@pucsp.br